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| Pesca de Almas. Adriaen van de Venne. |
2. Tomemos como exemplo as participações do Ariel Lazari em um podcast de um pastor protestante. As explicações já apresentadas, mantendo-se propositalmente sempre nos limites da Bíblia Sagrada, atingiu seu objetivo no primeiro debate realizado, donde os outros dois depois foram completamente desnecessários.
3. Se “eu” sou convidado a debater num podcast de um certo pastor uma vez, mas, observando que tal foi mal repercutido entre protestantes, ir novamente é questionável. Porém, optando por retornar e sendo o resultado deste segundo debate parecido com o primeiro, ou seja, exitoso para “mim”, aceitar um terceiro convite é burrice.
4. Alguém pode dizer algo como “não acho que seja burrice, já que eu aprendo bastante com ele” — o que é ótimo! Não discordamos que ele bem catequise dessa forma. O que é completamente desnecessário é a abertura aos protestantes para continuarem explorando utilitariamente a Sagrada Escritura com temáticas impossíveis para eles.
5. Questões como “intercessão dos santos” ou “santidade da Virgem Maria” são grandes traumas aos protestantes e certamente não é com explicações do tipo Onde Está na Bíblia? que vão mudar essa noção — até porque nem é uma causa só de razão, mas de fé, real encontro com Jesus Cristo. Mas tal problema não é tão teológico como aparenta.
6. Enquanto leigos e clérigos vivem sob regras da Igreja, que por sua vez obedece a doutrina de Nosso Senhor, protestantes estão sobre isso tudo, valendo-se, dependendo da conveniência, de orientações da Patrística, por exemplo, mas daí estruturando suas narrativas de um ponto de vista meramente retórico, voltado a enganar e vencer debates.
7. Se dissermos que eles não enganam, mentiremos, pois se Deus encarnado constituiu sua Igreja sobre a pedra, não são joguetes de palavras feitos em cima da areia que vão contrariar a verdadeira fé em Jesus Cristo. Porém, por que mentem, ocultam a doutrina salvífica e afirmar que já são justificados, mas contrariando a própria Bíblia Sagrada?
8. Para salvação, através do sola fide protestante, só a fé basta, ainda que sem boas obras — o que é inconsequência na filosofia e incoerência na teologia, pois: “Vedes, então, que o homem é justificado pelas obras e não somente pela fé.” (Tiago 3:24 da ARC). Observe na sequência duas explicações bem curtinhas, dadas pelo bispo Dom José Falcão: 9. Portanto, se os protestantes já se encontram plenamente justificados, como de certo modo se veem os judeus no Talmud, o que é pecado, do ponto de vista da Igreja (de Nosso Senhor Jesus Cristo), torna-se crença limitante na teologia da prosperidade no protestantismo — onde o Ariel gerou incômodo aos pastores de diversas denominações.
10. Afinal de contas, se Ariel se vale da doutrina católica e mostra que ela supera as inconsistências protestantes, evidentemente, mas sem dúvida alguma os pastores já se preocupam com fieis que abandonarão suas denominações para regressarem ao legítimo âmbito da fé, consequentemente reduzindo a quantidade de “dizimistas”.
11. No protestantismo, os “dizimistas”, havendo aqueles fieis que não raro são coagidos a fazerem doações e compras de objetos “ungidos”, quantitativamente indicam o poderio financeiro de determinada denominação, que por sua vez tem uma figura central no pastor, que se não consegue sustentar sua teologia, vê-se em prejuízo, perde sua moral.
12. Trata-se de um mercado, no qual os podcasts são apenas grandes vitrines para que eles, pastores, protestantes, possam encenar posturas “catões postais” enquanto repetem as mesmas pregações afirmarem “estão vendo que ele nada pode contra um ungido?” — enquanto adulteram o Evangelho no qual se encontra o capítulo sete de São Mateus. Para referenciar esta postagem: ROCHA, Pedro. A Grande Vitrine dos Pastores. Enquirídio. Maceió, 17 mar. 2026. Disponível em https://www.enquiridio.org/2026/03/a-grande-vitrine-dos-pastores.html.
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